Depois da lua cheia, a flor de pitaya ilumina mostrando a presença de Deus

Era verão e o calor queimava mesmo horas depois de passado o dia. A lua cheia parecia um sol iluminando a noite que entrava sem pedir licença. Tão cheia, tão bonita, tão brilhante, tão ardente.

Para vê-la subimos o morro, caminhamos trilha adentro, para por fim sermos recompensados com sua beleza. Toda grande, nos olhava e indagava? Por que me olham tanto? Certeza, não entende até o hoje o magnetismo da sua vastidão.

Como imã, atrai olhares. Ninguém consegue parar de fitá-la. Nos grandes centros é preciso parar e admirar o infinito. No mato, não! Ela transborda naturalmente e todos ficam pequenos diante dela. Do penhasco, parece ainda maior. Impossível não sentir toda a força e energia que transmite.

Todos a olhavam e admiravam. Alguns em silêncio, outros trocavam impressões. Clique pra cá, clique pra lá. Ninguém quer perder o close perfeito da lua cheia. São poucos minutos entre o seu nascer e o ponto perfeito no céu.

Dizem até que quem nasce sob essa fase lunar costuma ser sofisticado e tende a aprender rapidamente com as experiências. Por isso, parecem tão cheios de conhecimento e sabedoria, mesmo com pouco tempo de vida.

Em casa, a primeira flor de pitaya nasceu sob a lua cheia. Trouxe beleza sem igual. Fez o coração transbordar, como um presente de Deus que fecha a noite. Uma beleza fugaz, que dura só 12 horas, mas que faz entender que Ele está em todos os lugares e em todas as horas junto da gente, nos olhando e nos iluminando.

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