Baby-blues e depressão pós-parto, quando a chegada do bebê vira tristeza
Após o parto toda a família entra em clima de comemoração. Afinal, é preciso celebrar! Os amigos não param de ligar querendo conhecer o pequeno. Alguns, mais experientes, aguardam, sabem que o momento é sensível. E para muitas mulheres ainda mais...
Muito pouco se fala, muitas poucas mulheres sabem, mas no Brasil mais de 50% das puérperas desenvolvem o baby blues. O quadro com sintomas de tristeza, choro fácil, ansiedade, irritabilidade, insônia e alteração de humor é muito comum. Mas mesmo assim muitas mulheres não conhecem e sofrem sozinhas.
Imagina que absurdo uma mãe, recém parida, reclamar? Como pode estar triste diante do milagre da vida? E assim, muitas mulheres se fecham e sofrem caladas; se desesperam, sem entender o que está passando com elas.
Diferentemente do baby blues, no qual os sintomas podem durar cerca de duas semanas, a depressão pós-parto é um transtorno de humor mais intenso e duradouro. Trata- se de uma combinação de fatores físicos e emocionais, quadro que pode durar alguns meses, impossibilitando a mãe de realizar as atividades básicas com o bebê.
No Brasil, 1 em cada 4 mulheres sofrem com a depressão pós-parto e ela pode aparecer até dois anos após o parto, sendo necessário analisar todo o contexto para realizar o diagnóstico, que deve ser feito por um médico!
O tratamento da depressão pós-parto depende do grau de comprometimento e pode incluir ou não o uso de medicamentos. Nos casos mais leves são feitos acompanhamento com psicólogo e terapia, já nos casos mais graves, pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico e uso de medicações.
Se você é puérpera, ou conhece alguém que seja, que está triste, e não consegue soltar balões com a chegada do bebê, não estranhe. Ofereça cuidados fundamentais como o acolhimento e o apoio a essa mulher e não se esqueça, sempre procure ajude!
(Texto
produzido com informações do site Hospital Santa Clara)


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