A internet, o caso Will Smith e a falta de educação generalizada
A noite do Oscar foi motivo de muita bafafá no último dia. O tapão que Will Smith deu em Chris Rock, após o comediante fazer piada sobre a cabeça raspada de Jada Pinkett Smith, mulher de Will, foi o motivo de tantos comentários.
A internet, claro, foi à loucura. Rapidinho o assunto entrou para os trending topics no Twitter, virou memes, tanto a favor quanto contra a atitude de Will Smith — e, dividiu opiniões de celebridades hollywoodianas e tupiniquins.
Todo mundo queria dar seu pitaco na história. Até eu dei. De início choquei com a reação de quem tem sua trajetória desenvolvida neste tipo de humor: grosseiro, que humilha, que degrada. Até que uma amiga me chamou a atenção para a livro de Will Smith, onde ele diz não negar suas origens, pois não é dado a arrependimentos (não resolve mesmo nada), mas está em processo de evolução e construção, como todo ser humano sensato.
O próprio Will fez textão pedindo desculpa ao colega de Hollywood neste sentido. Teve quem o defendeu por ele estar lutando pela honra de sua mulher. Aqui mais uma vez: pelo amor de Deus! Em pleno século 21 mulher lá precisa de alguém para lutar por sua honra? Isto é ainda mais ofensivo.
E teve quem a defendeu por se ver no mesmo lugar. O de minoria, o de uma mulher negra, que trata uma doença (alopécia), que causa a queda de cabelos, causando dor e mexendo com a autoestima. Já que desde sempre os cabelos das mulheres são visto com uma coroa, tanto que acontece de as mulheres terem a cabeça raspada como castigo (mas isso é papo para outro texto) em diversas culturas.
O que me pareceu mais coerente é que não cabe a ninguém julgar nada. A própria Jada Pinkett Smith preferiu se manter calada. Talvez, porquê, enquanto mulher se se manifestasse as reações seriam bem distintas. Mulher não pode nem lutar pela própria honra - aqui caberia a expressão. Seria tida como louca, histérica e tantas outras coisas que nos atribuem desde que o mundo é mundo.
Então, caro (a) leitor (a), antes de dar sua valiosíssima opinião, pense se você a daria pessoalmente? Se falaria da mesma forma, se escreveria isso e deixaria gravado se fosse uma carta? Um pouco de educação ainda não faz mal a ninguém!




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