Mônica sim, e dai?

Nunca entendi a graça que algumas pessoas vêem em fazer outras se sentirem mal. Nunca fui um modelo, um padrão e talvez por isso também sempre me preocupei em defender os que sofriam com brincadeiras estúpidas.

Na escola eu era a primeira a defender o colega ‘nerd’que a galera zuava, apesar de eu transitar muito bem no fundão. Comprava uma briga, mesmo sem ser minha, sem problema nenhum, e caia na ‘porrada’ se eu achasse que fosse preciso.

Claro que meu jeito valente também rendeu brincadeiras e apelidos, que eu não me importava muito. Briga com os meninos eram as minhas preferidas. Com as gurias dificilmente brigava, não achava que elas estavam a minha altura para uma boa peleja. Ai seria covardia, não era do meu feitio.

Sempre fui a advogada dos calados, dos franzinos, dos tristes, dos que de alguma forma eram oprimidos. Nunca gostei de gente que se coloca acima das outras. E que faz piadas com algo que não tem graça nenhuma.

Humor negro? Dispenso! Apesar de soar engraçado de início não tem graça alguma. A dor alheia não deve ser deleite de ninguém. Feliz aquele que sabe respeitar o outro independente de qual seja seu defeito, sua escolha, sua opção. Ninguém quer compaixão, respeito tá de bom tamanho.

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