Após 18 anos e 150 cartas Eduardo e Suki finalmente ficaram juntos
“Que seja eterno enquanto dure o amor”, já dizia o poeta. Foi assim que Eduardo e Suki viveram a história de adolescentes 18 anos após se conhecerem. O amor que nasceu nas trocas de cartas quando ela ainda tinha 13 anos e ele, 15, nunca acabou. O destino os levou para caminhos diferentes. Ambos se casaram com outras pessoas, viveram em mundos diferentes um do outro. Mas, a história recém tinha começado.
| Fevereiro de 1982 |
Suki Ozake, 47 anos, conta que conheceu Eduardo Antônio Leme Cabral, 50 anos, por uma amiga que se correspondia com o irmão dele. “Você se lembra da revista Contigo. No final tinha endereços para trocarmos cartas com pessoas de outros lugares. Como eu morava em Manaus, queria conhecer outras coisas e comecei a me corresponder com ele”. Nas trocas de palavras, de histórias, nasceu o sentimento, e logo trocavam juras de amor.
Foram dois anos, de te amo pra cá, te amo pra lá, até Suki completar 15 anos, e em vez do baile de debutante escolheu viajar. “Eu já queria conhecer o mundo, e o Eduardo é claro”, conta. Ela arrumou as malas e partiu para o Rio de Janeiro e São Paulo, onde tinha parentes. Ligou para o Eduardo, avisando que estava em São Paulo e ele foi correndo ver a amada. O encontro foi vigiado. Primos e tios estavam sempre pertos.Depois dos dias mais próximos, Suki voltou para Manaus e eles continuaram se escrevendo, se falando por telefone, por fax, por muitos anos. Até ela se casar e mudar de país. “Até uns 4 meses antes de eu me casar, ainda nos falávamos. Depois fui morar na França e perdemos o contato.
| Reencontro 15 anos depois em Paris (1997) |
Eduardo continuou no interior paulista. Também se casou, teve dois filhos, assim como Suki. Até que em um dia de julho de 1996 se separaram. A separação aconteceu na mesma data. Ela na França e ele no Brasil. Mas, até então eles não sabiam disso.
“Seis meses depois que me separei fui para a casa da minha avó, que havia falecido, e meus primos me perguntaram se eu queria de volta as cartas que eu trocava com a Suki na adolescência. Peguei as cartas, as fitas cassetes gravadas e fui para casa ouvindo a voz dela. Quando cheguei em casa liguei para a mãe dela. Para minha surpresa, ela me contou que ela estava separada, morando na França com as crianças. Peguei o número do telefone e liguei. Por causa do fuso, nem me atentei na hora, ela estava dormindo e atendeu o telefone brava. Só disse: me escuta que não vai se arrepender. Quando me identifiquei ela nem acreditou”.
| Juntos no interior de S. Paulo, com os filhos do 1º casamento dele e as 2 filhas do dela. |
Decidiram se casar. Os primeiros anos do casamento foram de muita luta. Além dos filhos dela, eles tiveram mais dois, em seguida os dele vieram morar com o casal. “Éramos oito. Às vezes, com os amigos das crianças, tinha 12, 15 pessoas em casa no fim de semana. Não foi fácil cuidarmos de uma família deste tamanho e continuar juntos”, diz Suki. Mas, essa é outra história.
| Os meus, os seus e os nossos filhos. |
Dá série matérias que amei escrever e nunca me esqueci
* Esta matéria foi publicada no Jornal Midiamax . A pauta surgiu depois de minha amiga, e também jornalista, falar sobre a história dela e do Eduardo. Uma história de amor, que resistiu ao tempo, a outros amores, a kms de distância, e a centenas de cartas trocadas. Obrigada por ter compartilhado comigo um pouquinho do amor de vocês.


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