Dia na cachoeira: descobertas e renovações

Descobri que tenho medo de altura. Ou melhor, um certo pavor. Engraçado nunca tive medo de roda gigante, avião, ou qualquer coisa do tipo...Mas, descer uma ladeira para ir até uma cachoeira nesta semana foi como uma verdadeira escalada para mim.

Estranho esse lance de medo. Você vê todo mundo descendo numa boa e o obstáculo não aprece tão grande, mas diante de ti o é. A impressão que eu tinha é que a qualquer momento eu cairia e nada iria me segurar. Pensei... Se caio morro.

Depois de descida, graças à ajuda de novos amigos, tudo foi lindo. A cachoeira era bem linda mesmo. A água gelada foi como renovação. O barulho da queda, o eco das vozes, tudo realmente lindo.

Foto: CG News / Henrique Kawaminami

O melhor foi àquela água toda caindo nas costas. Massagem grátis, pensei. E foi mesmo. O corpo ficou renovado. A alma, também.

A volta, confesso, foi de lascar. A descida que antes me amedrontava, agora era subida. E põe subida. E ficou bem mais difícil por eu não estar com calçados adequados. Solução: ir descalço mesmo. Quase morri de cansaço. A típica garota urbana não está acostumada com aventuras.

Mas apesar de tudo é preciso dizer: a natureza é realmente incrível. Ficar num canto cheio de verde, nem que seja por algumas horinhas, acalma a gente. Acordei renovada, estimulada e verdadeiramente descansada. Como há muitos dias não acontecia. O sono foi melhor, o sonho foi melhor. E o dia também será bem melhor.

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