Carro hidramático

Sempre ouvi dizer que dirigir carro hidramático é uma maravilha, não precisa trocar de marcha é só acelerar, frear e pronto! Mistério nenhum. Acreditando nisso, eu me aventurei a pegar o carro da avó da minha irmã que estava aqui em casa e sair com minha menina encontrar uma amiga.

Começou minha aventura! Dois míseros quilômetros pareceram duzentos, tamanho era meu desespero. E o da Malu, então nem se fale. Mamãe você não sabe dirigir, me dizia em cada tranco que a pobre levava junto com o carro.

Na hora, me lembrei do episódio de Sex and the City, minha série preferida, no qual a Carrie dirige um Mustang azul (de câmbio) e sofre e faz muita barberagem como eu com o Corolla. No episódio as pessoas buzinam para ela e se afastam, percebendo que ela não controla o carro e sim o inverso.

Em cada freada tínhamos de prêmio uma emoção. Para quem como eu, que ainda não havia dirigido um carro hidramático deixo registrado que o freio é mega sensível. O carro realmente obedece ao comando, parece que não há tempo de frenagem, é instantâneo. O que eu não sabia, logo, devo agradecer que não havia ninguém na minha rabeira.

Passado os dois km, entre minha casa e o trabalho de minha mãe, peguei o carro dela e fui encontrar Andrea. Minha mãe que também não havia dirigido um carro assim me perguntou como fazia para dirigir. Eu disse que era tranqüilo, como todos dizem, para não assustá-la e sair com o carro dela. Só avisei para tomar cuidado com o freio, porque ele realmente freia.

No outro dia, minha mãe me disse que foi preciso que seus colegas a ajudassem tirar o carro do estacionamento para vim embora para casa. Já que ninguém conseguia dirigir o carrão, inclusive ela. Sua viagem até nossa casa foi semelhante a minha. Taquicardia.

Por isso, quando virem com essa conversa que carro hidramático é legal não acreditem! Confiem no bom e velho câmbio, ouçam o barulho do motor e boa viagem.




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